Mãe, Mulher e CEO: o que ninguém te conta sobre sustentar esses papéis e por que eu decidi não viver isso sozinha

Escrito em 16/04/2026
GISLAINE SILVA DE BRITO BALZANO



Por Gislaine Balzano · Lady Day Academy

Fundadora e Mentora fundadora do programa é estrategista de negócios, imagem e marca pessoal,
mentora de empreendedoras e empresárias e fundadora da Lady Day Academy.
Diretora executiva de moda internacional com projetos em Londres, Paris e Milão.
Fundadora da Lady Day Magazine e da Lady Day Insights.
@ladydayacademy
 

Existe uma parte da maternidade que quase ninguém mostra.

Ela não está nas fotos. Não está nas campanhas. E muitas vezes nem nas conversas mais íntimas.

É a parte silenciosa. A que mistura amor com ausência. Força com cansaço. Presença com perda. E que carrega, muitas vezes, um peso que a mulher aprende a sustentar sem fazer barulho.

Foi exatamente dessa parte que nasceu o Mãe, Mulher e CEO.


Eu não sou uma única versão de mãe

Eu sou filha em luto.
Perdi a minha mãe e isso mudou completamente a forma como eu enxergo o mês das mães.
O que antes era celebração, hoje também é ausência.
E aprender a viver com essas duas coisas ao mesmo tempo foi um dos processos mais difíceis da minha vida.

Eu sou mãe em luto.
Perdi um bebê no Dia das Mães.
Não existe forma leve de dizer isso.
Existe apenas a necessidade de ressignificar uma data que o mundo celebra enquanto uma parte de você ainda sangra por dentro.

Eu também fui mãe tentante.
Tentei adotar e ouvi um não. Um não baseado na minha saúde.
Um não que não considera o tamanho do amor que existe em mim.
E isso deixa uma pergunta que não é simples de responder: quem decide quem pode ou não pode maternar?

E ainda assim, eu sou mãe.

Sou mãe do meu filho.
E sou mãe dos meus projetos.
Como estrategista de negócios, eu construo ideias, direciono mulheres, ajudo outras a crescerem.
Mas existe uma verdade que guia tudo o que eu faço: pode tudo dar certo no mundo, se o meu filho não estiver bem, nada mais tem valor.


O problema não é a quantidade de papéis. É a forma como nos ensinaram a sustentá-los.

A mulher foi treinada para dar conta de tudo sem reclamar, estar sempre disponível e ainda se sentir culpada quando precisa de ajuda.

Existe julgamento para tudo. Se trabalha demais, é ausente.
Se está presente demais, poderia estar crescendo mais. Se tem ajuda, é questionada.
Mas ninguém questiona o homem que também participa dessa estrutura.

Essa conta não fecha.
E muitas mulheres estão tentando sustentar uma vida que foi desenhada sem considerar a realidade delas.

Foi por isso que eu precisei parar e olhar para dentro.
Precisei reorganizar minha dor, minha identidade e minha forma de viver tudo isso.
Sem romantizar. Mas também sem me paralisar.

E entendi uma coisa com muita clareza: não sou só eu.


O silêncio que muitas carregam

Existem muitas mulheres vivendo o luto, a tentativa, a sobrecarga, a divisão interna e o medo de não dar conta.
Mulheres que acordam todos os dias tentando ser inteiras em todos os lugares ao mesmo tempo.
E que, no final do dia, sentem que não foram suficientes em nenhum deles.

Principalmente, existe o silêncio.

O silêncio de quem não quer preocupar.
De quem aprendeu que pedir ajuda é fraqueza.
De quem acredita que se parar, tudo desmorona.

Eu decidi não viver mais nesse silêncio.
E decidi que não quero que outras mulheres vivam também.


Por que o Mãe, Mulher e CEO nasceu

O Mãe, Mulher e CEO nasce como uma jornada de 30 dias mas também como um espaço de verdade.

Um lugar onde a mulher pode olhar para si sem filtro, entender a própria história e, ainda assim, construir algo com direção.

Não é sobre escolher entre ser mãe ou crescer. É sobre parar de se abandonar enquanto tenta sustentar tudo.

São 30 temas, 30 dias e 30 mulheres que vão olhar para a própria história com coragem.
 
Cada uma com o seu tema, o seu dia e a sua voz publicada no blog da Lady Day Academy.

Porque toda mulher tem uma história que merece ser contada.
E toda história contada com verdade tem o poder de transformar outra vida.


Um convite para você

Se essa leitura te tocou de alguma forma, quero te fazer um convite.

Estou reunindo 30 mulheres que estão prontas para olhar para a própria história com mais verdade e começar a sustentar, com consciência, os papéis que vivem hoje.

Não é sobre dar conta de tudo. É sobre parar de se abandonar no meio do caminho.

As vagas são limitadas porque esse espaço precisa ser vivido com profundidade, não com pressa.

Veja a lista dos temas já reservados neste link

Se você sente que esse é o seu momento, escolha seu tema e comece essa jornada comigo.
 

 


 


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