Sou Rosenira Purfürst, brasileira que há 7 anos decidiu recomeçar a vida na Alemanha, onde construí minha família e também meu propósito profissional.
Sou mãe de um menino de 3 anos e empreendedora criativa à frente da Dagringa Kreativ, uma marca de produtos personalizados que transforma ideias em peças únicas e cheias de significado.
A Dagringa Kreativ nasceu no final da minha gestação, quando percebi que queria mais do que apenas a rotina doméstica: queria criar, inspirar e empreender.
Hoje, meu objetivo é incentivar outras mulheres a acreditarem em seu potencial, transformando suas ideias em negócios reais e autênticos.
Mãe que se Redescobre
Teve um momento em que você olhou no espelho e não se reconheceu? O que estava acontecendo?
Sim. Teve um momento em que eu me olhei no espelho e senti que já não sabia mais quem era aquela mulher.
Eu estava vivendo no automático, tentando dar conta de tudo ao mesmo tempo: maternidade, responsabilidades, adaptação a uma nova vida longe do meu país e a pressão constante de ser forte o tempo todo.
Aos poucos, fui deixando meus próprios sonhos, vontades e até minha essência em segundo plano.
A maternidade me transformou profundamente, e apesar de ter sido uma das maiores bênçãos da minha vida, também me fez mergulhar em uma rotina intensa, onde muitas vezes eu me via apenas como alguém que cuida, resolve e suporta.
Em meio a tantas mudanças, percebi que eu tinha me desconectado de mim mesma.
Já não sabia mais do que eu gostava, do que me fazia feliz ou qual direção realmente queria seguir.
Foi doloroso perceber isso, mas ao mesmo tempo necessário.
Porque aquele momento diante do espelho acabou se tornando um despertar.
Entendi que eu precisava parar, respirar e me reencontrar como mulher, além de mãe e empreendedora.
Hoje estou nesse processo de redescoberta, aprendendo a me ouvir novamente, respeitar meus sentimentos e construir uma versão minha mais verdadeira, leve e consciente.
O que foi o gatilho para você começar a se reconectar com quem você é além da mãe e da empreendedora?
O gatilho para eu começar a me reconectar comigo mesma foi perceber que eu estava sobrevivendo, mas não vivendo de verdade.
Eu cumpria minhas responsabilidades, cuidava da minha família, do trabalho e de tudo ao meu redor, mas por dentro existia um vazio silencioso.
Em muitos momentos eu me sentia cansada emocionalmente, desconectada da mulher que eu era antes de tantas mudanças e cobranças.
O verdadeiro gatilho foi perceber que, para cuidar bem das pessoas que amo, eu também precisava cuidar de mim.
Foi quando comecei a olhar mais para dentro, questionar o que ainda fazia sentido na minha vida e me permitir desacelerar.
Entendi que eu não precisava ser apenas mãe ou empreendedora, eu também precisava existir como mulher, com sonhos, desejos, emoções e identidade própria.
Esse processo ainda está acontecendo, mas hoje me sinto mais consciente e aberta para descobrir quem eu realmente sou nessa nova fase da minha vida.
O que você retomou, hobby, sonho, parte de si, que havia largado quando entrou na maternidade?
Uma das partes de mim que estou retomando é justamente minha identidade além da maternidade.
Quando me tornei mãe, muitas coisas mudaram dentro de mim, e naturalmente passei a colocar minhas prioridades, sonhos e até meus próprios sentimentos em segundo plano.
Sem perceber, fui deixando de lado partes importantes da mulher que eu era antes de tantas responsabilidades.
Hoje sinto que estou retomando minha essência, minha individualidade e o direito de sonhar por mim também.
Tenho buscado me reconectar com minha criatividade, com momentos de autocuidado e com aquilo que realmente me faz sentir viva.
Aos poucos, estou reaprendendo a ouvir minha voz interior e entender quais desejos ainda fazem sentido para essa nova versão de mim.
Também retomei algo muito importante: a coragem de desacelerar sem culpa.
Durante muito tempo achei que precisava estar sempre produzindo, resolvendo problemas e sendo forte para todos ao meu redor.
Mas hoje entendo que cuidar de mim emocionalmente também é necessário.
Como cuidar de si mesma impactou a forma como você cuida do negócio e das pessoas ao redor?
Cuidar de mim mesma mudou completamente a forma como eu cuido do meu negócio e das pessoas ao meu redor.
Antes, eu vivia tentando dar conta de tudo, sempre colocando as necessidades dos outros acima das minhas.
Com o tempo, isso me deixou emocionalmente cansada e desconectada de mim mesma.
Quando comecei a respeitar meus limites, desacelerar e olhar mais para minhas emoções, percebi que tudo ao meu redor também começou a melhorar.
Passei a tomar decisões com mais clareza, trabalhar com mais leveza e me sentir mais presente na minha própria vida.
Meu negócio voltou a ter mais propósito e criatividade, porque eu deixei de funcionar apenas no automático.
Nas minhas relações, também senti diferença.
Quando estou bem comigo mesma, consigo ser mais paciente, equilibrada e verdadeira com as pessoas que amo.
Entendi que cuidar de mim não é egoísmo, mas uma necessidade. Porque, para sustentar uma família, um negócio e tantas responsabilidades, eu também preciso estar emocionalmente forte e conectada comigo mesma.
Hoje vejo que quanto mais eu me cuido, mais consigo cuidar do que realmente importa.
Qual é a versão de você mesma que está emergindo agora e como você está recebendo ela?
A versão de mim mesma que está emergindo agora é uma mulher mais consciente, leve e verdadeira consigo mesma.
Durante muito tempo vivi tentando dar conta de tudo, sendo forte o tempo inteiro e colocando minhas próprias necessidades em segundo plano.
Hoje sinto que estou aprendendo a me ouvir mais, respeitar meus limites e entender que cuidar de mim também é importante.
Essa nova versão minha continua sendo responsável, dedicada e forte, mas agora também entende o valor do autocuidado, da paz emocional e da autenticidade.
Estou aprendendo a desacelerar sem culpa, a aceitar minhas mudanças e a não me cobrar perfeição o tempo todo.
Aos poucos, estou me reconectando com minha essência e descobrindo o que realmente faz sentido para mim nesta fase da vida.
Hoje entendo que não preciso deixar de ser mãe ou empreendedora para existir como mulher.
Pelo contrário, quanto mais conectada comigo eu estiver, mais verdadeira, equilibrada e presente consigo ser em todas as áreas da minha vida.
Por Rosenira Purfürst- @dagringa.kreativ
Sou Rosenira Purfürst, brasileira que há 7 anos decidiu recomeçar a vida na Alemanha, onde construí minha família e também meu propósito profissional.
Sou mãe de um menino de 3 anos e empreendedora criativa à frente da Dagringa Kreativ, uma marca de produtos personalizados que transforma ideias em peças únicas e cheias de significado.
A Dagringa Kreativ nasceu no final da minha gestação, quando percebi que queria mais do que apenas a rotina doméstica: queria criar, inspirar e empreender.
Hoje, meu objetivo é incentivar outras mulheres a acreditarem em seu potencial, transformando suas ideias em negócios reais e autênticos.
Rosenira ou Nira é mentorada do Movimento Lady Day Academy fundado por Gislaine Balzano e estrategista de negócios, imagem e marca pessoal, mentora de empreendedoras e empresárias e fundadora da Lady Day Academy.
Diretora executiva de moda internacional com projetos em Londres, Paris e Milão. @ladydayacademy e @gislainebalzano
Um convite para você
Se essa leitura te tocou de alguma forma, quero te fazer um convite.
Estou reunindo 30 mulheres que estão prontas para olhar para a própria história com mais verdade e começar a sustentar, com consciência, os papéis que vivem hoje.
Não é sobre dar conta de tudo. É sobre parar de se abandonar no meio do caminho.
As vagas são limitadas porque esse espaço precisa ser vivido com profundidade, não com pressa.