O mercado está expulsando as mães e uma das razões é a maternidade

Escrito em 24/04/2026
GISLAINE SILVA DE BRITO BALZANO



 

A maternidade não está tirando mulheres do mercado o mercado está expulsando mães por uma razão.

A relação entre maternidade e carreira ainda é tratada como uma escolha individual. Mas os dados mostram outra realidade.

Existe uma narrativa muito repetida quando o assunto é maternidade e carreira:

“Ela decidiu parar.”

Mas os dados mais recentes mostram outra coisa.

Segundo a Chartered Institute of Personnel and Development, divulgado pela People Management,
1 em cada 8 mulheres deixa o trabalho após se tornar mãe e mais da metade afirma que a carreira foi impactada negativamente.

Isso muda completamente a leitura.

Porque não estamos falando, na maioria dos casos, de escolha.
Estamos falando de um processo que vai empurrando essa mulher para fora aos poucos.

 

O problema não começa quando o bebê nasce

Ele começa na expectativa de que quase nada deveria mudar.

A mulher continua sendo cobrada por performance.
Por disponibilidade.
Por resultado.

Mas agora existe uma vida inteira dependendo dela fora daquele ambiente.

E essa nova realidade não é simbólica — ela é prática.

O que o mercado faz com isso?

Na maioria das vezes, nada.

Não adapta.
Não redistribui.
Não reestrutura.

Apenas espera que ela consiga sustentar tudo ao mesmo tempo.

 

E quando ela não consegue sustentar tudo, a culpa recai sobre ela

Esse é um dos pontos mais injustos dessa dinâmica.

Porque, de fora, parece decisão.

Mas, por dentro, é esgotamento.

Ela não desiste da carreira de forma impulsiva.
Ela vai se ajustando até não conseguir mais sustentar.

Vai reduzindo.
Vai abrindo mão.
Vai se reorganizando dentro de um modelo que não comporta a realidade dela.

Até que sair parece a única alternativa viável.

 

O que está sendo chamado de “decisão” muitas vezes é falta de sustentação

Esse movimento não começa na falta de capacidade.

Começa na ausência de estrutura.

A maternidade não reduz competência.
Mas muda completamente a forma como a vida precisa ser organizada.

E sem adaptação real — interna e externa — o resultado é previsível:

sobrecarga, culpa e afastamento.

 

A mulher não perde potência ao se tornar mãe, ela passa a operar em outra camada de responsabilidade

E essa mudança exige um novo tipo de posicionamento.

Não só no trabalho.
Mas na forma como ela se vê, se organiza e se sustenta.

Porque continuar tentando dar conta de tudo dentro do mesmo modelo
não é força.

É desgaste.

 

E é aqui que muitas mulheres começam a se perder

Não de forma visível.

Mas silenciosa.

Elas seguem funcionando.
Entregando.
Sustentando.

Mas deixam de se escutar.

De se reposicionar.
De recalcular a própria direção.

E, aos poucos, a identidade que estava sendo construída começa a se fragmentar.

 

Existe um ponto que precisa ser dito com mais honestidade

A maternidade é valorizada no discurso.

Mas, na prática, muitas mulheres são lançadas dentro dela
sem estrutura emocional, sem reorganização de vida
e sob expectativas que são, na maioria das vezes, inalcançáveis.

E isso não fortalece a mulher.

Isso fragiliza.

 

Por isso, olhar para a maternidade sem olhar para a mulher é uma visão incompleta

Não basta romantizar.

Não basta validar.

É preciso estruturar.

É preciso desenvolver consciência.
Posicionamento.
E, principalmente, sustentação.

Porque essa mulher não deixou de existir quando se tornou mãe.

Ela acumulou camadas.

 

É a partir dessa necessidade que surge o programa Mãe, Mulher e CEO

O programa Mãe, Mulher e CEO foi fundado por Gislaine Balzano e integra o ecossistema da Lady Day Academy.

Ele nasce da observação direta de um padrão:

mulheres que não querem escolher entre maternidade e crescimento —
mas que nunca foram ensinadas a sustentar os dois com clareza e estratégia.

Mais do que um espaço de acolhimento, o programa propõe estrutura.

Um olhar que integra:

  • identidade
  • posicionamento
  • e construção de caminhos profissionais mais sustentáveis

Porque fortalecer a mulher também significa fortalecer suas decisões
e a forma como ela constrói sua vida — inclusive nos negócios.

 

E esse é o ponto que precisa ser tratado com mais seriedade

A maternidade não pode continuar sendo romantizada
enquanto, na prática, a mulher é deixada sozinha para sustentar tudo.

Não é falta de força.
Não é falta de capacidade.

É falta de estrutura.

E continuar tentando resolver isso apenas “dando conta”
cobra um preço alto demais — emocional, profissional e pessoal.

 

Por isso, esse não é um tema que se resolve com mais esforço

Se resolve com direção.

Com reposicionamento.
Com consciência sobre a fase que você está vivendo
e com estratégias que sustentem essa nova realidade.

 

Se você se reconhece nesse cenário, esse é o momento de agir com mais consciência

Você não precisa continuar tentando equilibrar tudo sozinha
dentro de um modelo que claramente não sustenta essa fase.

👉 Dentro da plataforma, você pode acessar as informações sobre o programa
Mãe, Mulher e CEO e entender como participar.

 

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