Há mulheres que empreendem carregando a memória, os valores ou o sonho de uma mãe
Escrito em 05/05/2026
GISLAINE SILVA DE BRITO BALZANO
Por Amanda Beatriz Perassa Calestini - @amandacalestinisocialmedia
A Filha e a Adoção
Sou social media estratégica e designer digital,atualmente em formação para a psicologia.
Sou Amanda Beatriz, filha adotiva e nascida em Cuiabá, hoje vivendo em Andradina. Minha história começou cercada de amor e escolhas que marcaram quem sou. Ao longo da vida enfrentei mudanças e desafios que me trouxeram maturidade e aprendizado.
Atualmente curso Psicologia e atuo com social media e design, unindo a estratégia, criatividade e escuta no meu trabalho.
Busco evoluir constantemente, crescer profissionalmente e contribuir para o desenvolvimento de outras mulheres, acredito demais na força da união feminina, na independência e no poder de transformar oportunidades em conquistas.
A sua origem, a história da sua mãe ou de quem te criou tem presença no seu negócio? Como essa influência aparece no dia a dia do que você constrói?
Sim, o que construo hoje tem influência direta das mulheres que me criaram.
Minha mãe sempre foi minha maior referência de acolhimento, apoio e escuta, mesmo em fases difíceis da minha vida ela esteve presente, me incentivando e acreditando em mim.
Foi com ela que aprendi o valor de cuidar, ouvir de verdade e estender a mão quando alguém precisa.
Da minha avó materna veio a força, pois ela sempre me ensinou a ser firme, ter coragem e fazer aquilo que eu sentia vontade, sem viver presa ao medo ou à opinião dos outros. Com ela aprendi independência, atitude e confiança para seguir meu próprio caminho.
Esses ensinamentos aparecem no meu negócio todos os dias, na forma como trato minhas clientes, no cuidado em entender cada necessidade, no incentivo para que outras mulheres cresçam e ocupem seu espaço e também na coragem de empreender e buscar algo maior.
O que construo hoje não nasceu só de mim, nasceu do amor, da força e dos valores que recebi dentro de casa. Vejo como missão levar isso adiante ajudando outras mulheres a acreditarem nelas mesmas e crescerem também.
Teve algum momento em que você percebeu que estava repetindo algo que viveu, um valor, um jeito de cuidar, uma forma de olhar para as pessoas? Como foi reconhecer isso?
Sim, percebi isso em vários momentos da minha vida, principalmente quando enfrentei fases difíceis e mesmo assim, escolhi continuar.
Notei que estava repetindo valores que aprendi com as mulheres da família materna, o esforço para seguir em frente, a capacidade de recomeçar e a decisão de não desistir diante dos obstáculos.
Também reconheci em mim a postura de não me colocar no lugar de vítima quando a vida exigia força e maturidade. Em vez de parar sempre busquei entender o que podia aprender e como seguir melhor.
Outra parte marcante foi perceber meu olhar empático para as pessoas, sempre tive facilidade em ouvir, aconselhar e tentar compreender a dor do outro com cuidado e respeito.
Esse jeito de olhar com amor influenciou diretamente minha escolha pela Psicologia, porque senti vontade de aprender mais para ajudar de forma consciente.
Reconhecer tudo isso foi entender que muitos valores que carrego hoje nasceram nas experiências que vivi e nas referências que tive, e são justamente esses valores que direcionam quem eu sou e o que desejo construir.
O que você carrega da sua origem que te fortalece como empreendedora? E existe algo que precisou ressignificar para seguir em frente com o seu próprio caminho?
Carrego da minha origem a capacidade de seguir em frente e encontrar um jeito de ficar bem mesmo em momentos difíceis.
Aprendi desde cedo a me adaptar, buscar soluções e manter a cabeça no lugar quando nem tudo está sob controle, isso me fortalece como empreendedora, porque empreender exige constância, jogo de cintura e coragem para continuar mesmo diante das incertezas.
Também carrego a força de não desistir fácil, sempre que algo sai do planejado, procuro reorganizar, aprender e seguir. Essa confiança de que no final as coisas se ajeitam me faz avançar sem paralisar pelo medo.
Ao mesmo tempo precisei ressignificar algumas barreiras para construir meu próprio caminho.
O medo da rejeição, a vergonha e a timidez por muito tempo me limitaram, principalmente para me expor, comunicar minhas ideias e acreditar mais em mim. Com o tempo entendi que crescer exige desconforto e que ninguém evolui se escondendo.
Se a sua mãe ou a mulher que te criou pudesse ver o que você constrói hoje, o que você acredita que ela sentiria? E o que isso desperta em você?
Acredito que ela se sente orgulhosa ao ver tudo o que venho construindo e a mulher que estou me tornando.
Mais do que resultados ela acompanha de perto minha coragem de tentar, aprender, recomeçar e buscar algo meu.
Nos momentos de dúvida é alguém que me lembra da minha capacidade e me encoraja a continuar sem medo de arriscar.
Isso desperta em mim a certeza de que estou no caminho certo e que devo continuar.
Que mensagem você deixaria para uma mulher que também empreende carregando a memória de quem veio antes dela e ainda não sabe como transformar essa herança em força?
Eu diria para ela olhar com mais carinho para a própria história, porque muitas vezes a força que a gente procura já está dentro daquilo que viveu e nas mulheres que vieram antes de nós. Nos conselhos, no jeito de lutar, de cuidar, de recomeçar e de continuar mesmo cansada.
Nem sempre herança é dinheiro ou oportunidade.
Às vezes a maior herança é a coragem, a fé, a resistência e a vontade de construir algo melhor, foi entendendo isso que comecei a valorizar mais tudo o que recebi.
Se hoje você empreende, já existe força em você, porque empreender exige coragem todos os dias. Então use sua história como impulso, não como peso, o que passou não precisa te prender, pode te preparar.
Honre quem veio antes sendo a mulher que talvez elas sonharam ser livremente com a confiança, independente e dona das próprias escolhas, e mesmo que ainda exista medo, vá assim mesmo, muitas vezes a força aparece no caminho, não antes dele.
Por Amanda Beatriz Perassa Calestini - @amandacalestinisocialmedia
Sou social media estratégica e designer digital, atualmente em formação para a psicologia.
Amanda Calestini é mentorada do Coworking do ecossistema Lady Day Academy fundado por Gislaine Balzano e estrategista de negócios, imagem e marca pessoal, mentora de empreendedoras e empresárias e fundadora da Lady Day Academy.
Diretora executiva de moda internacional com projetos em Londres, Paris e Milão. @ladydayacademy e @gislainebalzano
Um convite para você
Se essa leitura te tocou de alguma forma, quero te fazer um convite.
Estou reunindo 30 mulheres que estão prontas para olhar para a própria história com mais verdade e começar a sustentar, com consciência, os papéis que vivem hoje.
Não é sobre dar conta de tudo. É sobre parar de se abandonar no meio do caminho.
As vagas são limitadas porque esse espaço precisa ser vivido com profundidade, não com pressa.