O cansaço invisível que ninguém nomeia, mas todas sentem

Escrito em 05/05/2026
GISLAINE SILVA DE BRITO BALZANO


Por  Wanessa Rodrigues de Castro@wanessarodriguesdc

 Desenvolvimento pessoal de mulheres 30+ com foco em identidade, maternidade e relacionamentos. 

Sou Wanessa Rodrigues, 37 anos, mãe de menino.

Uma mulher longânima e resiliente.

Após o rompimento de um relacionamento abusivo durante o puerpério, aprendi a olhar pra dentro e me escolher, me refazer, firmar minha identidade e construir uma vida com propósito.

Fiz da minha dor ferramenta para ajudar outras mulheres a desenvolverem sua melhor versão para também viverem uma vida com leveza e propósito. Hoje, através do projeto Bálsamo,  acolho mulheres 30+ para uma jornada de autoconhecimento e posicionamento. 

Mãe Cansada

O cansaço invisível que ninguém nomeia, mas todas sentem

Como é o seu cansaço.
É físico, mental, emocional ou os três juntos?
Você consegue separar?
Ou se essa fase pertence ao seu passado, como foi?

Ao longo da maternidade, me deparei com os três cansaços,  físico,  mental e emocional.

O cansaço físico ocorria pela jornada dupla, conciliar trabalho e maternidade.
Muitas vezes não tinha força para levantar da cama, principalmente após noites mal dormidas para cuidar do bebê.

O que desencadeou um cansaço mental, esquecimento, fadiga e além de  ter que lidar com os desafios diários, também vencer as crises de ansiedade e a depressão. Tentar ser forte para sustentar meu filho.

Ser o porto seguro dele. 

O cansaço emocional ocorria pela cobrança pessoal para ser a melhor mãe possível e mesmo com a rede de apoio, teve dias de me sentir sozinha. 

Você já tentou ignorar o cansaço e continuou mesmo assim.
O que aconteceu com você?

Sim. Já tentei ignorar o cansaço muitas vezes querendo ser forte o tempo todo. 

O corpo sentiu e gritou com estafa, aumento de estresse, insônia,  dificuldade na concentração.

A bateria social estava limitada.

No fim de semana só queria dormir e descansar, perdendo atividades e convívio social aos fim de semana.

Mas juntei a terapia e a fé para conseguir me cuidar e me resgatar.

Quem na sua vida enxerga de verdade o quanto você carrega?
Ou você sente que isso é invisível para todos?

Minha família,  amigos e pessoas próximas sabem e enxergam o tamanho dos desafios e responsabilidades que carrego.

Mas é importante deixarmos ser cuidados, receber suporte e ajuda.

E quando não temos esta ajuda ou quando mesmo recebendo ajuda, nos sentirmos sozinhas, é primordial trabalhar a mente para não ser controlada ou dominada pela dificuldade, mas tentar manter um equilíbrio.

A sociedade, os comerciais nos cobra uma maternidade perfeita.

Mas precisamos respeitar nossos limites e não deixar que as interferências externas, opiniões, nos molde.

Muito menos a comparação com outras mulheres. Pois cada uma tem uma estrutura.

O que você faz para recuperar energia de verdade, não só para sobreviver até o próximo dia, mas também para realizar seu sonhos e projetos?

O que me faz recuperar a energia e vigor é descansar, dormir umas horinhas no fim de semana, sem despertador para acordar.

Me conectar com a natureza.

Mesmo que seja ir na pracinha do bairro.

Mas a natureza me renova. Fazer coisas que me dão prazer, como dançar,  por exemplo.

Trazendo o prazer pra minha vida, deixa a mente mais leve, ativa os hormônios da felicidade. 

Que frase ou pensamento você gostaria de compartilhar para ajudar outras mulheres a continuarem nos dias em que o cansaço é maior que a motivação?

O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã.

Se permita chorar e liberar toda energia negativa no secreto.

Mas ao amanhecer, penteie o cabelo, se arrume e sorria em público.

Ninguém pode te parar, além de si mesma. 
 

 

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Se você sente que esse é o seu momento, escolha seu tema e comece essa jornada comigo.


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