Eu tenho limites e isso não me faz menos mãe
Escrito em 20/05/2026
GISLAINE SILVA DE BRITO BALZANO
Por Cristiane Röhrig - @schoene-haut
Cristiane Röhrig é brasileira, esposa, mãe e mulher profissional.
Vive na Alemanha há muitos anos e aprendeu, ao longo da maternidade e da vida no exterior, a equilibrar família, trabalho e autocuidado.
Acredita na maternidade real, sem perfeccionismo, valorizando a autenticidade, os limites e os momentos simples em família.
Mãe Real
Tem um momento que você lembra de ter tentado fazer tudo e percebeu que não estava funcionando?
Sim.
Eu tentava dar conta de tudo ao mesmo tempo, o trabalho, filhos, casa e queria estar 100% em tudo.
No final, eu estava exausta, irritada e nunca satisfeita.
Foi aí que percebi que aquilo não estava funcionando.
Quando tentamos fazer tudo perfeito, acabamos nos perdendo de nós mesmas.
Como foi a primeira vez que você disse “eu não consigo” em voz alta?
O que mudou depois disso?
Eu já não me sentia bem comigo mesma e não estava sendo fiel a quem eu realmente sou.
Essa necessidade de estar sempre “100%” não combinava comigo.
Eu vivia tensa e, às vezes, até amarga.
Quando consegui dizer com sinceridade “essa não sou eu”, algo mudou.
Eu me reencontrei.
Eu amo a vida, amo rir e passar tempo com a minha família.
Depois disso, tudo ficou mais leve.
O que você deixou de fazer por você para tentar ser a mãe perfeita e quanto tempo durou essa versão?
Eu escolhi conscientemente a maternidade e, por muito tempo, achei que não tinha aberto mão de nada.
Mas, na verdade, acabei me perdendo um pouco de mim mesma.
Eu apenas funcionava, sem realmente me ouvir.
Só mais tarde percebi o quanto isso me fazia falta e que eu também mereço espaço para mim, sem que isso me torne uma mãe pior.
De onde vinha a pressão de dar conta de tudo?
Era interna, da família, das redes sociais?
A pressão vinha de mim mesma.
Eu queria fazer tudo perfeitamente e não me permitia errar.
Isso me deixava constantemente irritada e sobrecarregada.
Com o tempo, percebi que ninguém esperava isso de mim.
Era uma cobrança criada por mim mesma.
E foi então que comecei a aceitar ajuda e aprender a deixar algumas coisas irem.
Que conselho você daria hoje para uma mãe que ainda está tentando ser perfeita em tudo?
Perfeição não existe, nem como mãe, nem como mulher.
O mais importante é voltar a olhar para si mesma: reservar tempo para você, reconhecer o seu valor e respeitar os seus próprios limites.
Quando você se valoriza, tudo fica mais leve e mais calmo.
Você não precisa ser perfeita.
Você só precisa ser você mesma.
Por Cristiane Röhrig - @schoene-haut
Cristiane Röhrig é brasileira, esposa, mãe e mulher profissional.
Vive na Alemanha há muitos anos e aprendeu, ao longo da maternidade e da vida no exterior, a equilibrar família, trabalho e autocuidado.
Acredita na maternidade real, sem perfeccionismo, valorizando a autenticidade, os limites e os momentos simples em família.
Cristiane Röhrig é mentorada do Movimento Lady Day Academy fundado por Gislaine Balzano e estrategista de negócios, imagem e marca pessoal, mentora de empreendedoras e empresárias e fundadora da Lady Day Academy.
Diretora executiva de moda internacional com projetos em Londres, Paris e Milão. @ladydayacademy e @gislainebalzano
Um convite para você
Se essa leitura te tocou de alguma forma, quero te fazer um convite.
Estou reunindo 30 mulheres que estão prontas para olhar para a própria história com mais verdade e começar a sustentar, com consciência, os papéis que vivem hoje.
Não é sobre dar conta de tudo. É sobre parar de se abandonar no meio do caminho.
As vagas são limitadas porque esse espaço precisa ser vivido com profundidade, não com pressa.
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